IWOKRAMA
O CORAÇÃO VERDE DA GUIANA
Iwokrama é um centro internacional de pesquisa que visa o
desenvolvimento e a promoção do uso sustentável e igualitário dos recursos
naturais, de modo a prover benefícios ecológicos, econômicos e sociais ao
povo da Guiana e ao mundo em geral. O centro procura atingir sua meta realizando
pesquisas, treinando pessoal e desenvolvendo e disseminando tecnologias
apropriadas ao trato com a floresta.

Se
as verdadeiras riquezas da Guiana são sua fauna e flora, então a Floresta
Iwokrama deve ser seu El Dorado.
Ocupando uma área de, aproximadamente, dois por cento do território nacional,
a Floresta é a maior área protegida do País e está geograficamente situada
no coração verde da nação.
A reserva, e as terras alagadas de
Norte Rupununi juntas, representam uma área de importante valor ao mundo sob
muitos aspectos. O centro Iwokrama abriga, há mais de dez anos, um experimento
de cunho global, no desenvolvimento sustentável de recursos naturais. Esse
programa foi apresentado pela primeira vez em 1989 e procurava demonstrar, sendo
ele próprio um exemplo, que a preservação é o melhor caminho para o uso
sustentável das florestas tropicais.
A Floresta Iwokrama possui duas zonas:
uma área de preservação e uma outra para uso sustentável. A última permite
o uso de atividades que não degradam a natureza por meio de apropriada conservação
ambiental e minuciosa análise dos possíveis impactos de tais atividades à
floresta.
A Iwokrama é gerida pelo Centro
Internacional Iwokrama, que tem operado desde 1996 no desenvolvimento de métodos
pioneiros de conservação. Desde sua acepção, o centro tem trabalhado em
parceria com comunidades locais no intuito de formar uma rede de “comércio
verde” e desenvolvendo atividades como: a pesca de espécies próprias para
aquários, a produção de mel e de óleo de andiroba, e a venda de artefatos
indígenas feitos no local. A organização, ainda, estabeleceu parcerias com
comunidades vizinhas visando a promoção do lugar como potencial líder entre
os destinos do ecoturismo do País. Uma das características principais nesse
processo de desenvolvimento é o fato do Iwrokama ter uma das poucas pontes
suspensas dedicadas ao turismo da América do Sul. A ponte, que possui uma
altura de 30 metros, dá aos visitantes uma visão ímpar da floresta e da sua
abundante vida selvagem.
A
Floresta Iwokrama é também lar de espécies de fauna e flora singulares –
algumas das quais só podem ser encontradas nessa parte do mundo. A área é,
ainda, um dos dois únicos lugares na América do Sul em que o Rio Amazonas e o
Escudo Guianense sem encontram. Isso acontece nas savanas alagadas de Norte
Rupununi e, como resultado, a região é abençoada não só com espécies típicas
da Guiana, mas também com populações remanescentes dos “gigantes amazônicos”
como o araipama – o maior peixe de água doce do mundo –,
tartarugas gigantes (água doce), o jacaré negro e lontras gigantes. A reserva
é também considerada uma das maiores densidades, já catalogadas, de onças e
de espécies de morcegos do mundo.
Iwokrama apresenta, ainda, significado
especial para o povo Makushi
– os primeiros habitantes da área. As montanhas se encontram repletas de
mitos e lendas e acredita-se serem a morada de espíritos e divindades.
Historicamente, as florestas e as montanhas eram usadas como refúgio de
comerciantes de escravos que vinham do Caribe e da Europa. Hoje, a Floresta
Iwokrama representa a fonte de sobrevivência para as dezesseis comunidades Makushi
da região.
A importância de Iwokrama é inquestionável, seja pela perspectiva do menor dos vilarejos de Norte Rupununi ou pela da grande comunidade global. O Centro marca seu 11º aniversário em 2007, e continua a ser o estímulo principal de gerência e de desenvolvimento sustentável de uma das últimas florestas tropicais existentes no mundo. Iwokrama é, então, mais que o El Dorado guianense, é o presente da nação para o mundo.